Get your own free workspace
View
 

FrontPage

Page history last edited by Eliane Porto 2 years, 6 months ago

                                             INCLUSÃO 

 

                                            

 

O que é o Dossiê de Inclusão

 

                                       O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de     conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais.

 

 

Para seu Dossiê de Inclusão

  • Relate sua experiência com educação especial e/ou com inclusão. Crie um novo pbwiki para fazer esse depoimento e encaminhe o endereço para a tutora da interdisciplina. Sugerimos, também, que linke esse novo pbwiki no sidebar de seu pbwiki pessoal.

    O depoimento precisa ser sobre processos educativos que vocês mesmos vivenciaram, seja na sua escola, seja na sua sala de aula, seja na sua família ou com amigos. Pode ser feito na forma de texto, audio ou vídeo. Podem incluir registros fotográficos, lembrando porém, que as imagens dos alunos devem ter autorização dos pais ou responsáveis para serem colocadas na Internet. (Caso não tenham por favor editem as imagens, colocando uma tarja sobre os rostos ou outro mecanismo para preservar a privacidade e identidade dos sujeitos.) Um outro aspecto importante é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas.

  • *******************************************************************************************************************************

               1ª AULA 

     

            

No dia 1º de abril, tivemos aula com a interdisciplina de Necessidades Especiais onde um dos assuntos tratados foi o Dossiê de Inclusão em construção.

 

Alguns colegas deram seus depoimentos nesse sentido assim como a professora também o fez.

 

A escola tem o dever de acompanhar esta evolução social. Buscar conhecer e não ficar fugindo das situações de inclusão que já fazem parte do cotidiano escolar.

 

O respeito às conquistas dentro de suas limitações é o que deve mover este propósito.

 

A professora Maurem foi feliz em dizer que este é um trabalho desafiador e que depende de nós o fato de o aluno não ser apenas mais um número e sim um ser em desenvolvimento e capaz de fazer parte da sociedade, neste caso, a escola.

 

É fato que tudo o que é desconhecido nos amedronta e eu, enquanto professora me vi completamente perdida em trabalhar no ano de 2007 com um aluno altista na 1ª série. Os pais do menino H. eram super protetores e não admitiram que o filho estava sem tratamento nem acompanhamento. Após muitos "surtos" do menino, e um estres total ( o menino se embalava o tempo todo, batia com as mão como se fosse um pássaro querendo voar e chorava enlouquecidamente por horas!) Passaram-se 4 meses e a escola omitia sua atenção quanto ao garoto. Foi quando eu desabafei para o diretor toda a situação. A escola então me apoiou e intimou a mãe a trazer um laudo e o parecer de uma neurologista. Resumindo ... quase eu fui internada! O menino não tinha acompanhamento nenhum e os pais diziam que estava tudo sob controle. Depois que a escola recebeu o laudo do médico e a mãe passou a cooperar, tudo ficou mais fácil e tranquilo. O aluno se alfabetizou e aprovou com êxito!

 

                                      ESTUDO DE CASO 

                                                   Aluna: Estefani

                                                    Idade: 8 anos

                                                   2º Ano Escolar

                                      Portadora de deficiência auditiva.

 

Atualmente trabalho com duas turmas de 2º ano e tenho uma aluna surdo-muda pela manhã e outra pela tarde. Meu objeto de estudos é a menina que está na turma da manhã porque ela já foi minha aluna na pré-escola e evadiu, agora está comigo e a mãe luta contra a deficiência da filha.

Revendo o caso da menina citada, peguei sua ficha na secretaria e me dei conta que ela evadiu no mês de abril de 2007 quando estava na antiga pré-escola. Após eu ter insistido para que a mãe levasse a menina em um especialista, até médico marquei, então ao ver que seria obrigada a levar a criança em um médico, em seguida a menina se evadiu.

Em 2008, a menina estudou até junho no 2º ano, e também evadiu!

E este ano, a menina já está mais uma vez se evadindo. Tudo por que a escola está "cobrando" da mãe uma atitude de consciência para que as necessidades da aluna sejam atendidas.

 

 

Vendo que a mãe não tomaria nenhuma providência para levar a menina ao médico, a direção da escola providenciou uma ata onde acorda com a mãe a participação do Conselho Tutelar caso a mesma omita atendimento e possibilidades de melhoras para a filha.

 

A mãe até comentou: "De que adianta gastar com aparelho se quando ela crescer vai continuar surda mesmo".

 

Com uma mentalidade dessas...é difícil pensar em inclusão.

 

**************************************************************************************************************************** 

 

                 QUEM É A  ESTEFANI?

 

   Estefani é uma menina linda, muito disposta, serelepe, adora correr e brincar. Está sempre bem arrumadinha, com os cabelos bem cuidados com  enfeites e está sempre de batom e brincos (alguns brincos parecem ser de sua mãe). Mora com seus pais e um irmão de 4 anos. A situação financeira da família é regular. Só o pai trabalha e moram de aluguel numa casa bem humilde nos fundos do pátio à direita, mas muito bem organizada e arrumada com enfeites simples nas paredes( fotos, anjinhos, flores...). A casa tem apenas um quarto e a Estefani dorme no sofá que fica em frente a geladeira. A divisão da casa é feita por uma cortina e são apenas dois cômodos. Um quarto e a outra parte é a cozinha com sala. Tudo junto. A mãe sempre está sorrindo parece estar tudo bem. A menina sempre "colada" na mãe assim como o irmão.

 

 

 

*******************************************************************************************************

 A aluna Estefani ainda está afastada da escola.

Quando frequentava as aulas era muito cativante e dinâmica. Seu relacionamento com os colegas era de amizade.Todos ajudavam-na quando precisava. Até na hora da chamada os colegas "cutucavam" a colega para ela responder (porém respondia presença apenas dando um sorriso). No momento do intervalo, merenda e volta do pátio os colegas também avisavam a colega que não ouvia o sinal.

O relacionamento da Estefani comigo era de ternura pois ela tentava se comunicar comigo e eu tentava entender oque ela queria. As vezes quando ela estava muito ansiosa e queria contar alguma coisa ficava muito difícil de entender pois fazia sons sem sentido algum. Era muito triste não poder entender nada.

Seus cadernos e materiais escolares sempre foram limpos e organizados. Ainda não atingiu o nível silábico. Sua aprendizagem foi apenas de cópia e organização pois não conseguimos manter um vocabulário de conversação propícia a aprendizagem.

Sua rotina fora da escola era apenas de ficar em casa na frente da televisão e ajudar sua mãe nas tarefas do lar. Sua mãe dizia que entendia tudo perfeitamente e que a menina conseguia se comunicar com facilidade.

A maior preocupação da escola frente esta situação é o desinteresse da mãe em relação a filha. A mãe nega ter uma filha com deficiência auditiva.

No texto Deficiência mental e família fica claro a importância do ambiente e da cultura para o bom desempenho e desenvolvimento da criança. Estes ítens inexistem na vida da aluna Estefani que se vê privada de qualquer tipo de ajuda.

Atualmente a escola está disposta a entrar com um pedido de intervenção do Ministério Público para que sejam tomadas as devidas providências com relação ao caso, digo, descaso da família da aluna.

 

 

Comments (13)

Simone Ramminger said

at 11:56 pm on May 1, 2009

Olá Eliane!
Já estamos na terceira unidade da interdisciplina e ainda não vi no teu dossiê postagem da unidade 1. Inicialmente, precisas relatar a tua experiência com educação especial e/ou com inclusão. Já tiveste alunos com necessidades especiais na tua sala de aula? Na tua escola têm alunos com necessidades educacionais especiais? Estás conseguindo ler e acompanhar os textos? Se precisares de alguma ajuda, faça contato. Estou a disposição.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 9:38 pm on May 21, 2009

Eliane que bom entrar no teu dossiê e ver uma postagem nele!!! Realmente receber alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) na sala de aula é um trabalho desafiador, mas como bem dizes, não podemos fugir de uma situação que já parte do cotidiano escolar. É complicado quando os pais negam os problemas dos filhos né, assim eles não conseguem colaborar com a escola e quem acaba perdendo muito com isso são os próprios alunos. Podes nos contar um pouco mais sobre como é a tua comunicação com a aluna surdo-muda?
No texto "História, Deficiência e educação especial", Miranda refere que: "A efetivação de uma prática educacional inclusiva não será garantida por meio de leis, decretos ou portarias que obriguem as escolas regulares a aceitarem os alunos com necessidades especiais, ou seja, apenas a presença física do aluno deficiente na classe regular não é garantia de inclusão, mas sim que a escola esteja preparada para dar conta de trabalhar com os alunos que chegam até ela, independente de suas diferenças ou características individuais". Como acreditas que a tua escola pode se preparar melhor para atender os alunos com NEE?
Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 9:41 pm on May 21, 2009

Eliane precisas ainda postar as atividades das unidades 2, 3 e 4. Estás com alguma dificuldade? Caso precises de ajuda, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutira sede EPNE

Eliane Porto said

at 10:56 pm on Jun 1, 2009

Bah Simone! Não sei nem por onde começar! To toda atrasada...tenho até vergonha de falar dos meus problemas pois ninguém tem nada a ver com isso, mas fique certa de que estou tentando! Obrigaduuuu pelo carinho e preocupação. Bjsss.
Eliane Porto.

Simone Ramminger said

at 10:22 pm on Jun 11, 2009

Eliane te enviei por e-mail as atividades que deves postar aqui no dossiê. Vai fazendo aos poucos, cuida para não deixar tudo para o final. Qualquer dúvida que tiveres ou ajuda que precisares faça contato. Eu, a Rossana e a profa Mauren estamos a disposição.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 1:07 pm on Jun 15, 2009

Eliane vejo que conseguiste escolher e registrar alguns dados sobre o sujeito do teu estudo de caso. Procuraste preservar a identidade da menina, isso é importante. O que mais sabes sobre a história de vida da Estefani? Com quem ela mora? Tem irmãos? O que os pais fazem?
Podes acrescentar outras informações que fores descobrindo e achares relevantes.
A atividade da unidade 6 já está disponível no Rooda, em aulas e deve ser postada até 21/06.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE

Eliane Porto said

at 10:37 am on Jun 16, 2009

Bah Simone! Tu é show de bola! Não desistiu de mim mesmo! Ainda ontem eu e a Rejane estávamos te elogiando, pois tu é incrível: interessada, sensível, amiga mesmo! Obrigada viu!
Bem, tenho muitas informações sobre a Stefani, porém, na quarta-feira passada, fui até a casa dela depois das 18hs e pedi para um menino que estava no portão da casa para que fosse chamar a mãe da menina. Ele disse que estavam todos em casa e foi chamar. Só que voltou me dizendo que a mãe da menina não estava. então eu disse que ia entrar pra ver a menina e conversar então com a tia( mentiu que a tia estava cuidando das crianças). Então o menino foi mais uma vez dentro da casa lá no fundo do pátio e voltou dizendo que era melhor eu ir embora pois a tia não poderia me atender. Aí eu fui embora e disse para o menino dizer para ela (mãe que não quis me receber) que eu sabia que ela estava em casa e que eu só queria ajudar. Já fazem 3 semans que minha aluna não vai à aula. Com certeza já está se evadindo denovo. Na escola já temos atas relatando tudo isso. E agora? Parece que será encaminhado o caso para o Ministério Público. Continuo com meu tarbalho sobre a menina ou troco de caso?
Quero saber como vai terminar essa "novela", ou melhor, filme de descaso! Oque tu acha????
Bj-Eliane Porto.

Barbara Carvalho said

at 10:07 pm on Jul 2, 2009

Eliane é impressionante!!!!
Lá na escola também acontece esses "causos". A direção dá uma chamada nos pais e as crianças somem da escola! Que coisa! Acho que algum buraco no chão se abre e engole eles.
Ah! também concordo sobre o que disseste sobre a Simone!
Um abraço!

Simone Ramminger said

at 1:37 am on Jul 3, 2009

Eliane e Barbara muito obrigada. Saibam que gosto muito de trabalhar com vocês! Sabemos que cada um tem sua vida, suas tarefas, seus compromissos e as vezes acabamos deixando algumas coisas de lado, em função de outras. Por isso, as vezes precisamos de um empurrãozinho, de uma motivação externa para colocar algumas atividades em dia. Essa é uma das minhas tarefas...hehe..
Eliane desculpa a demora em te responder. Continua com esse caso sim, pois agora nao há mais tempo para mudar. Traz as informações que conseguires sobre a menina. Já que ela era tua aluna, procura relatar o que observavas antes de ela evadir. Como era o relacionamento dela com os colegas e contigo? Como era seu processo de aprendizagem? Que dificuldades ela tinha? Sabes como é a rotina dela fora da escola? Que movimentos a escola faz para atender os alunos com NEE? Procura fazer relação dos textos que estás lendo para a interdisciplina com esse caso. Ainda dá tempo! Vamos lá!
Comentas sobre a resistência da mãe em procurar ajuda. O que pensas sobre isso? No texto "Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança", Silva e Dessen falam sobre a importância do ambiente e da cultura para o desenvolvimento da criança: " A gama de interações e relações desenvolvidas entre os membros familiares mostra que o desenvolvimento do indivíduo não pode ser isolado do desenvolvimento da família (Dessen & Lewis, 1998)". Conseguiste ler? Vale a pena.
Aguardamos a postagem da atividade da unidade 7 até o dia 03/07.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 12:28 am on Jul 6, 2009

Eliane observei que acrescentaste mais informações ao teu estudo de caso.
No texto AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES, Christofari traz uma questão importante sobre avaliação: "Dentre tantas questões que entram em pauta quando nos referimos à educação que prima pela inclusão escolar, podemos destacar uma que nos oferece um grande desafio: como avaliar a aprendizagem dos alunos sem que essa prática se torne instrumento de exclusão e de fracasso escolar?" Que outros pontos te chamam a atenção nesse texto e que podes relacionar com a tua prática?
De que forma tu acredita que esta interdisciplina contribuiu para a tua prática em sala de aula?
Aguardamos as conclusões do teu estudo de caso, que devem vir integradas com os materiais lidos e vistos ao longo do semestre. Ok?
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 7:05 pm on Aug 3, 2009

Olá Eliane!
A recuperação do dossiê consiste em complementar as informações solicitadas nas unidades 3,4, 5, 6 e 7 que não foram contempladas aqui durante o semestre. Lembra que a atividade deve ser postada até 07/08/09. Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 6:26 pm on Aug 9, 2009

Olá Eliane!
Estás com dificuldades de postar as atividades? Caso precise de ajuda, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede

Simone Ramminger said

at 9:30 pm on Aug 12, 2009

Eliane a recuperação deve ser postada no máximo até amanhã, 13/08. Estás conseguindo fazer as atividades? Faça contato, estamos preocupadas. Um abraço, Simone - Tutora sede

You don't have permission to comment on this page.